Por trás de Pandora, Íris e Little Petunia existe:
_____________________________________ Anastásia Ottoni.
Ana Rabbit, pseudônimo para Anastásia Condé Ottoni, nasceu no Paraguai (acredite se quiser) em uma manhã de Janeiro no dia 18 de 1989 – é cineasta independente, e diz isso com orgulho. Dizem que para se saber qual profissão deve se seguir é preciso recordar na infância seus brinquedos preferidos, o dela era a câmera do Papai – ainda em VHS, onde filmava com seu irmão mais velho, vários trash movies improvisados. Passou parte da infância em Portugal devido ao trabalho do seu pai, e quando retornou ao Brasil com 10 anos, sofreu um choque cultural muito grande, pois enquanto suas amigas dançavam “na boquinha da garrafa”, Anastásia preferia ficar em seu canto mergulhada em uma boa leitura. No Natal em que comemoraria 11 anos, ganhou de presente uma filmadora -
“o melhor presente” de acordo com ela.
Aos 15 anos, Anastásia concluiu seu primeiro livro – de contos; mas não foi publicado por escolha própria. Sempre foi considerada a garota mais feia e estranha da escola, sofrendo
de Bulling. Seus apelidos eram muitos, incluindo Noiva do Chuky (O brinquedo Assassino). Seu tamanho não ajudava, e isso sempre a perturbou bastante, a levando a entrar em depressão, e calada, sofria ao ouvir insultos enquanto andava pelo corredor da escola. Até que repetiu o primeiro ano do ensino médio, e mudou de colégio. Na outra escola foi tão bem recebida, que em três semanas foi eleita representante de turma; Ela sempre gostou de liderar (uma característica marcante para ser Diretora).
Porém no Segundo Ano do Ensino médio deixaria a escola para fazer supletivo, pois havia passado no vestibular da PUC precocemente.
Aos 17 anos, encontrou-se no meio da política, levantando a bandeira vermelha da comuna, e percebeu que precisava mudar o mundo. Aos 18 começou a cursar a faculdade de Ciências Sociais na PUC-RJ, mas quanto mais lia sobre a batalha que iria enfrentar, mais desabilitada ficava. Entrando em depressão e largando os estudos. Tentou se encontrar no meio da música, mas não deu certo. Sua voz já estava acabada pelo seu vício em nicotina. Ainda deprimida, buscava seu lugar, buscava se encontrar. E para piorar a situação a depressão a levou novamente ao Distúrbio Alimentar e as tentativas de suicídio; O resultado disso foi uma internação em uma clínica psiquiatrica – onde ficou apenas 4 dias. 
Nessa foto vemos Anastásia junto com sua amiga muito magra.
Ainda em busca de sua própria essência, Anastásia voltou a suas raízes pagãs, e o que muitos chamam leigamente de “praticar bruxaria”. Voltou a ver na Terra e nos seus elementos uma chama que a pudesse fortalecer. Seguindo o panteão Celta, fazia passeios ao Parque Lage com o namorado, e com a mãe (que a pedido do psiquiatra, deveria acompanhá-la em todos os lugares). Sua melhora foi visível, e então seus pais finalmente decidiram perguntar quando seria hora de voltar a faculdade.
Cortando o cabelão negro, e decidida em investir nas artes – onde sempre havia se saído bem, além de seu enorme interesse: Estava convicta “Vou fazer artes cênicas”. Sua mãe foi contra a escolha, e sugeriu que ela cursasse cinema. A principio negou, mas pensou na possibilidade de se tornar roteirista. E entrou na Faculdade de Cinema firme e forte, recuperada, revigorada.
Mal sabia ela, que ao escrever e dirigir seu primeiro curta (Pandora), estaria dando inicio a sua carreira e ao mesmo tempo estaria entrando em uma história de amor com o cinema. Percebeu que poderia mudar o mundo com o ato da criação. “Eu amo o cinema, e é recíproco” é o que ela diz. Para 2009 ela tem muitos planos, além de ter se tornado aluna de teatro da grande atriz Zaira Zambelli (Bye Bye Brasil, Novela Paraíso da rede Globo dentre outros grandes trabalhos) – (já) dirigir um longa-metragem. O que ela diz para as pessoas que faziam poucas e boas com ela na escola? “Um brinde a eles, hoje sei quem sou e o que quero. E sei que muitos deles não sabem nada sobre si mesmos, por isso precisam fazer o que fizeram comigo. Sofrer de Bulling é horrivel, fica martelando na sua cabeça. Eles acham que é fácil esquecer, mas não é. Então, um brinde a eles! Tudo o que sei deles hoje em dia, é que entraram para a turma do narco-tráfico… Parabéns, eu faço o que amo.”
Foto tirada para zombar das celebridades americanas que sempre são flagradas por paparazzi andando a paisana com um copo da famosa Coffee Shop Starbucks.



